quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Pelo silêncio, também, chegamos a Deus!

Ficar em silêncio não significa que não estou falando, mas também que abro mão das possibilidades de fuga e me agüento como sou. Renuncio não somente ao falar, mas a todas as ocupações que desviam a atenção de mim mesmo.

No silêncio, obrigo-me a ficar por inteiro comigo. Quem tenta fazer isso descobrirá que não é nada agradável, inicialmente. Aparece então todos os tipos de pensamentos e sentimentos, emoções e humores, medos e sensações. Vem a tona desejos e necessidades reprimidas, surge irritação reprimida, lembramos de oportunidades perdidas, de palavras não ditas ou até negativas.

Muitas vezes, os primeiros momentos do silêncio revelam o caos em nosso interior, encontramos as tensões interiores que nos amedrontam. No silencio essas tensões não conseguem escapar, com isso descobrimos nossa verdadeira situação. O silêncio nos leva a uma análise da nossa situação, na qual já não nos enganamos, mas percebemos o que está acontecendo dentro de nós. Tudo o que emerge de dentro de nós tem seu próprio sentido.

Devemos olhar para tudo, sem um pré-conceito, e estabelecer uma conversa consigo para que venha a desvelar dos símbolos. As inquietações é um indício de que algo em nós não vai bem, revela que ainda não cheguei ao destino, que preciso continuar procurando ou me revela, principalmente, que há dentro de mim muitos assuntos que preciso verificar. Os pensamentos totalmente insignificantes, que sempre voltam a emergir, encobrem os verdadeiros problemas, escondidos neles. Meus pensamentos superficiais podem ser uma mera tampa que coloquei sobre meu vulcão interior porque tenho medo de encará-lo. Essa auto-observação já é uma oração. Quando o ser humano reflete sobre si e permite que Deus questione seus pensamentos, ele reza!

Essa oração, sem máscaras, nos leva a uma mudança. As feridas, antes escondidas em meio ao caos interior, são reveladas e curadas com o toque e a presença do Divino, pois dentro de nós existe um lugar de silêncio em que Deus habita. Encontrar-se com o silêncio é também encontrar-se com Deus!


Seminarista Laion Fernando
Consagrado Obra de Maria
Palmas / TO

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Natividade de Nossa Senhora

Hoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta "casa", que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo.

Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.

De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.

Hoje o estado do Tocantins está em festa, o estado tem como "Nossa Senhora da Natividade" como padroeira. A imagem de Nossa Senhora da Natividade foi trazida, pelos jesuítas, para o norte da província de Goiás, em 1735. Foi a primeira a entrar nessa região, em embarcações pelo rio Tocantins, depois nos ombros dos escravos até o pé da serra onde se erguia o povoado denominado de Vila de Nossa Senhora da Natividade, Mãe de Deus, mais tarde São Luiz e depois Natividade. Essa imagem é a mesma, venerada, ainda hoje, na Igreja Matriz.
Com a criação do Estado do Tocantins, a população de Natividade, junto com o clero tocantinense e o recém-criado Conselho de Cultura, desenvolveu campanha para tornar, a já venerada, Nossa Senhora da Natividade em Padroeira do Estado. Dom Celso Pereira de Almeida, bispo diocesano de Porto Nacional (naquele tempo) enviou, em março de 1992, solicitação ao papa João Paulo II, expressando o desejo dos devotos de Nossa Senhora de vê-la consagrada padroeira do seu novo Estado. A solicitação foi aceita pelo Vaticano e em 15 de agosto de 1992 dom Celso oficializa Nossa Senhora da Natividade padroeira do Tocantins.

Nossa Senhora, rogai por nós!
Blog Palmas
Maria...Passa na frente!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Espírito Santo nos dá asas...


Os Discípulos tinham medo. A insegurança fez com que fechassem as portas da casa, subissem para o segundo andar que ficava num monte chamado das Oliveiras. Onze discípulos, algumas mulheres e a mãe de Jesus. Mesmo depois de terem testemunhado a ressurreição do Messias, os discípulos ainda sentiam medo, professavam a fé, porém, de maneira ainda limitada. A história podia terminar ali, como de fato terminaria... E hoje não seriamos herdeiros dessa graça. Mas a promessa do Senhor se fez verdade: O Paráclito foi enviado.
Quando o Espírito atua, a casa se enche, a alma transborda, a alegria é tanta que temos que comunicar anunciar.
Assim como os Discípulos, nós também fomos fecundados por esse amor e não mais podemos ficar sentados, mas nos levantar e correr para testemunhar sem nada temer.
O Espírito transborda a alma, embora muitos de nós sejamos cristãos e professemos nossa fé, ainda nos encontramos em lugares fechados, seja por medo ou vergonha, muitos de nós estamos trancafiados dentro de nós mesmo numa redoma que consideramos “segura” porque temos medo de ser quem somos.

Muitas vezes testemunhamos a ação de Deus na vida dos outros, mas não somos capazes de reconhecer o milagre dentro da nossa casa, da nossa alma diariamente.
Os Discípulos em pentecostes se levantaram numa atitude de prontidão, de serviço. Não há mais espaço para perder tempo com tristezas, com o passado que não deu certo, ou até mesmo com a doença do século: a depressão.

Assim como os Discípulos, também nós recebemos o Espírito e fomos ungidos, por isso não podemos mais cultivar o medo ou ficarmos presos em situações antigas, sejamos como Nossa Senhora que, após o anúncio, ela sobe a montanha procurando as coisas do alto, visita Isabel e canta no Magnificat, a atuação do Altíssimo em sua vida e na historia da humanidade. Ela sabia que não podia se calar.
Que possamos vivenciar e anunciar a atuação do Espírito em nossas vidas!


Deus os abençoe!
Daniele Maria
Missão de Peixe-TO